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Empreendedor sucessor: nasce com uma empresa já constituída ou a vê nascer?

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No ambiente social do empreendedor sucessor, há sempre assuntos relacionados à empresa familiar e tudo o que a cerca.

Por exemplo: os casos de sucesso, as dificuldades enfrentadas ao longo de sua história, o fato do empresário ser herói, entre outros.

Nesse sentido, é evidente: não há como escapar de questionamentos ou da responsabilidade a respeito de, um dia, assumir um papel dentro da empresa.

 

A boa formação

 

Os jovens brasileiros são geralmente guiados a ter uma boa formação e em geral, são direcionados a fazer algo que os permitirá ter sucesso e o conforto de uma boa vida, de acordo com os padrões da sociedade.

 

Via de regra, desde bem jovem, aproximadamente na idade de 18 anos, os adolescentes são instruídos a prestar vestibular e definir sua carreira profissional.

 

Entrar em grandes empresas, sem um carimbo de universidade, é praticamente impossível atualmente.

 

Porém, nascer em uma empresa familiar ou viver o nascimento dela, pode fazer com que alguns jovens acreditem que não necessitam de bons estudos, pois podem aprender na prática.

 

Para se ter uma ideia da dimensão que isso atinge, segundo pesquisa do SEBRAE em conjunto com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aproximadamente 90% das empresas brasileiras são familiares.

 

Mas essa é uma falsa ideia. A capacitação pode ser fundamental para o crescimento ou até mesmo para manutenção do negócio. O fato de se capacitar em uma universidade, alinhado a boas práticas de governança corporativa e gerenciamento de conflitos, pode fazer com que o alto número de empresas familiares que acabam fechando as portas no processo de transição de uma geração para a outra, diminua.

 

Aprendizados fora da empresa

 

Além da escolha por qualificação profissional, um questionamento que geralmente vem à tona é se o sucessor deve buscar um emprego fora da empresa familiar. O fato de buscar aprendizados no mercado profissional pode ser um grande diferencial no futuro dentro da empresa familiar.

 

É inegável, para todos nós, que as tomadas de decisão serão sempre baseadas em vivências e na bagagem adquirida. Dessa forma, o sucessor pode colocar na balança, de forma até mais neutra, o que faria em um ambiente corporativo e qual a decisão de fato tomaria em sua própria empresa e por quê. É a consciência da ação a partir de outro ponto de vista, de alguém que já viveu situações semelhantes em outros ambientes e assumindo outros papéis.

 

Quem assumirá o posto?

 

Além de ter a vivência da empresa enraizada, por todos os motivos já listados acima, são diversos os fatores que seduzem ainda mais os sucessores. Os casos de triunfo, os desafios futuros e as novas perspectivas de negócio são alguns deles.

 

O fato de ter um sucessor, na grande maioria dos casos, anima o fundador da empresa ou a segunda geração. No entanto, segundo a TGI Consultoria em Gestão, apenas 19% das empresas familiares contam com um plano de sucessão. O ideal é que, mesmo sem um plano de sucessão 100% elaborado, a empresa já demonstre uma preocupação e tenha uma orientação para o processo sucessório.

 

Mentalidade voltada para transformações

 

Como sucessor, ao começar os primeiros passos na empresa familiar, é importante que esteja de acordo com o planejamento de sucessão – se ele existir – e que entenda que toda a energia, novas ideias e atitudes focadas em processos de melhoria podem ser interpretadas de maneira diferente do que se tem como expectativa.

 

A implementação de novos projetos oriundos desse novo direcionamento, na maioria das vezes, pode ser cansativa e penosa. Contudo, é questão de tempo para que o reconhecimento a uma boa gestão aconteça. É fundamental ter respeito em todos os momentos e entender que o encontro de gerações pode ser muito salutar para a empresa, mas é necessário que a empresa esteja aberta e preparada para esse momento.

 

Vitor Ortega – SIMCO

Empreendedor Sucessor

Redação RGE
Postado por: Redação RGE
Publicado em: 12/12/2017

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