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Empreendendo na Área da Saúde

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Após alguns anos trabalhando como funcionário de clínicas, ambulatórios, consultórios, home-care, etc., o profissional da área da saúde começa a ganhar confiança dos pacientes e naturalmente algumas indicações começam a surgir.

 

Até que chega o momento que deseja buscar algo maior, abrir sua própria clínica ou sou próprio consultório. Você passa um bom tempo com essa ideia na cabeça até que decide colocá-la em prática. É neste momento que começarão as surgir as primeiras barreiras de se abrir o próprio negócio e que podem ser minimizadas quando bem planejadas.

 

O objetivo desse texto é ajudar você, profissional da área da saúde que deseja dar o ponta pé inicial no seu lado empreendedor, a planejar melhor o projeto de ser o dono do seu próprio negócio. O texto será a partir de uma ótica administrativa, que é minha formação acadêmica, e em minha experiência como sócio do Espaço VERUM Saúde, que completou dois anos este ano.

 

O primeiro ponto e ao meu ver o mais importante de todos, é definir qual o propósito pelo qual levou você a investir seu tempo, dinheiro e conhecimento nesse projeto. Esse propósito será o “oxigênio” necessário para todo o caminho a ser percorrido.

 

Como diz Flávio Augusto, fundador da escola de inglês Wise Up e presidente do clube de futebol Orlando City, em um momento de dificuldade, só vai além quem tiver uma causa pela qual acredita e luta. Esse empreendedor está mais sujeito a prosperar do que aquele que só visa o dinheiro.

 

“É somente ao descobrir o seu propósito que você poderá realmente oferecer algo ao mercado, diferenciando-se daqueles que apenas querem alguma coisa dele.” Endeavor

 

Devo abrir um consultório ou uma clínica?

 

Basicamente esse tópico está diretamente ligado ao perfil e objetivo profissional de cada empreendedor. Tomando como base que não tem certo nem errado e sim o modo que cada empreendedor se sentirá mais confortável e seguro. Acredito que o consultório é mais indicado para aquele com perfil mais conservador, que não queira ter muitos funcionários, nem muita “dor de cabeça”, e que se contente com ganhos menores, se compararmos com uma clínica.

 

Em um consultório o aporte inicial e o risco para o projeto é menor, porém, assim como para abrir uma clínica este deverá se arriscar em áreas fora da especialidade, tais como marketing, administrativo, RH, etc..

 

Importante lembrar que ao abrir um consultório toda a receita da clínica dependerá única e exclusivamente do seu trabalho, ou seja, se você trabalhar você ganha, se não trabalhar, não ganha.

 

Já na clínica o empreendedor assumirá riscos maiores, sendo assim espera-se um retorno financeiro maior. Assim como no consultório, o empreendedor terá papel fundamental em áreas com menos experiência, o qual deverá estar muito bem alinhado para suprir a maior demanda de pacientes e profissionais parceiros envolvidos no projeto. Essas responsabilidades poderão ser divididas se o empreendedor optar por um sócio no negócio, como falaremos no próximo tópico. Diferente do consultório, após encontrar o ponto de equilíbrio, esta pode gerar receita para o profissional da saúde sem depender única e exclusivamente do seu atendimento.

 

De uma maneira geral, tanto consultório quanto clínica possuem prós e contras. Cabe o profissional decidir qual se adéqua melhor ao propósito profissional e de vida.

 

Ter ou não ter um sócio?

 

Esta é uma pergunta bastante frequente e fundamental para quem quer ter sucesso nos negócios e não perder o seu real propósito profissional. Acredito também estar relacionado com o perfil de cada empreendedor, uma vez que existem pessoas difíceis de lidar com opiniões contrárias e no mundo dos negócios isso é o que mais tem. A sociedade é como um casamento. Casamento significa, “casar a mente”, ou seja, as mentes de ambos os sócios precisam estar em sintonia, como em um casamento conjugal, caso contrário, o desfecho desta história será o “divórcio”.

 

Cabe aos sócios terem resiliência para resolver os assuntos e conflitos da empresa, prezando sempre pelo propósito da mesma. Portanto, analise bem o seu perfil e se estiver interessado em convidar alguém para sociedade, fique atento a esse ponto: a mente de vocês “se casam”?

 

Nesta união ambos precisam se completar, cada um contribuir com sua habilidade técnica suprindo sua área de atuação, estando aberto para receber sugestões e críticas (construtivas) do outro sócio.

 

Assim como em outras áreas, a evolução técnica do profissional no aprendizado constante e na atualização das novas tendências e descobertas no campo científico. Na área da saúde, a experiência prática com o paciente conta muito. E a combinação destes dois conhecimentos, teórico e prático proporcionará sua evolução resultando assim em um profissional mais bem preparado e eficiente. Consequentemente pacientes terão resultados mais satisfatórios e a empresa tende a prosperar.

 

Resumindo, quanto mais tempo tiver para se dedicar em sua habilidade técnica, mais rápido você irá solucionar o caso do paciente, maiores serão as indicações, mais rápido sua empresa crescerá. Mas porque estou tocando neste assunto no tópico de sociedade? Pois o sócio pode ser um aliado para que vocês dividam as funções mais burocráticas sobrando assim mais tempo para se dedicar ao estudo e ao atendimento clínico, que será o motor da empresa.

 

Vejo muitos profissionais da saúde que acabam se dedicando apenas às questões burocráticas da empresa e deixam de se aprofundar no conhecimento e no que se diz respeito à saúde do paciente.

 

Em uma sociedade composta somente por profissionais da área da saúde ou em casos onde o profissional opta por não ter sócio, entendo como fundamental a busca por uma consultoria contínua na área financeira e marketing a fim de sobrar mais tempo para focar no atendimento aos pacientes e estudos.

A importância de fazer um Plano de Negócio

 

Um plano de negócio é composto por inúmeras etapas e a ideia aqui é demonstrar a sua importância e não todos os passos a serem percorrido para elaboração do plano. Ao final do texto consta um link com o passo a passo que pode ser utilizado de guia. Se houver dificuldade em realizar algumas etapas, cogite contratar especialistas da área para ajudar no processo.

 

Um plano de negócio é um documento que descreve os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas. Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado. Fonte: Sebrae

 

Após identificar o propósito e ter ideia de qual o tipo de projeto que gostaria de empreender, o próximo passo é juntar todas as ideias e tentar aproximá-las ao máximo da realidade. Para tornar mais claro, em um plano de negócio será feita analise do mercado, projeção do seu lucro, valor necessário para investimento, necessidade de capital de giro, definição das estratégias para atrair pacientes, entre outros itens que irão trazer maior entendimento e tranquilidade para seu projeto. Digo que será o tênis que você estará calçando durante o caminho a ser percorrido. Você até conseguirá percorrer alguns quilômetros descalço, mas será muito melhor e seguro calçar um bom tênis e ir além.

 

Um assunto que vem sendo abordado e que em determinado momento no plano de negócio pode ser levado em consideração, diz respeito ao modo evolutivo da cultura de compra e comportamento das pessoas impactadas com o avanço da inteligência artificial, ou seja, como a tecnologia está impactando e alterando a forma de consumo dos produtos e serviços. E principalmente qual impacto isso traz a saúde das pessoas.

Desejo muito sucesso em seu novo projeto!

 

Materiais de apoio:

Texto sobre o Propósito

https://endeavor.org.br/proposito/

Como elaborar um plano de negócio

http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/5f6dba19baaf17a98b4763d4327bfb6c/$File/2021.pdf

 

Frederico Stefanelli – Verum Saúde

Redação RGE
Postado por: Redação RGE
Publicado em: 13/12/2017

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