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Testando a ideia: será que conto ou não conto?

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Eis que você já tem grande ideia.  Você identificou uma necessidade e já visualizou como essa solução pode funcionar.

 

Agora está na hora de testá-la. Não tem ideia de como fazer isso?

 

Você precisa criar um protótipo, testá-lo!

 

É isso que o pessoal de Design Thinking nos ensina, e com muita sabedoria. Você precisa colocar sua ideia na vida real, antes de produzi-la e a colocá-la em escala.

 

Prototipando a sua ideia

 

Será que toda ideia pode ser prototipada?

No meu caso, eu até poderia ter prototipado parte da minha ideia, talvez a parte do serviço em si. Mas não seria a mesma coisa: eu dependia de um espaço físico ideal que ainda seria construído. Então resolvi fazer algo que de alguma forma “cumprisse” essa etapa do processo.

 

Fiz uma lista de alguns amigos, conhecidos de trabalho, de estudo e pessoas do mercado em questão para me darem uma avaliação imparcial sobre a minha proposta e plano de negócios. Marquei uma conversa com cada um deles pra apresentar meu plano. Claro, eu corri um risco enorme. Algumas dessas pessoas, por amizade, não me diriam na lata a verdade que eu imaginava: que a minha ideia era uma tolice.

 

Apesar disso, foi nessas conversas com pessoas de diferentes perfis, algumas profissionais de multinacionais, outras autônomas, outras empreendedoras, e talvez a maioria sendo possíveis usuárias da minha proposta, que recebi feedbacks que me fizeram “validar” a minha ideia. E me ajudaram a pensar em outros pontos que eu ainda não tinha pensado.

 

Hoje está muito mais fácil ter esse tipo de aconselhamento e feedback: temos Sebrae, Endeavor, RGE, Universidades, cursos onlines, cursos abertos, free, encontros, enfim, inúmeras oportunidades para aprender e ter acesso a muita informação. São várias ferramentas e técnicas disponíveis, mas nem sempre a gente sabe como usar tudo isso.

 

Essa é outra boa característica do empreendedor: saber improvisar e criar. E para criar nós corremos risco. Tem que estar disposto a correr esse risco de errar.

 

Criando a minha própria forma de validar minha ideia, eu tive a sorte de encontrar boas pessoas no meu networking que me ajudaram ao longo dessa fase.

 

5 dicas para testar a sua ideia

 

Então aqui vai o wrap-up com dias de como testar e validar a sua ideia. Esses são 5 pontos importantes para você considerar:

 

1 – Não tenha medo de contar a sua ideia

 

A gente tem que aprender com o pessoal do Vale do Silício: uma ideia não vale nada. Vale, sim, quem a execute bem e rapidamente.

Ter pessoas ouvindo a sua ideia e colaborando com você é fantástico, e mais vale um não agora do que mais adiante. Se você acredita tanto assim na sua ideia, um “não” só vai desafiá-lo ainda mais.

 

2 – Decida você mesmo o que fazer

 

Saiba que nem sempre a gente vai saber como usar todas as ferramentas que estão disponíveis para validar o projeto, e também é possível que nenhuma delas se aplique bem ao seu caso. Às vezes vale a pena acreditar na sua intuição, na sua própria análise e criar a sua forma única de fazer isso.

 

3 – Cultive um bom networking

 

Isso vale ouro: cultivar quer dizer despender tempo, também ajudando aos outros. Não adianta você querer lançar mão das pessoas que conhece apenas quando você precisa de algo.

 

4 – Encare – e supere – o medo de correr riscos

 

Não tem jeito: quem quer empreender tem que estar disposto a correr riscos. É claro: quanto mais esses riscos puderem ser calculados e previstos, melhor.

 

5 – O importante é errar rápido

 

Você cometerá erros. Como diz também o pessoal do Vale do Silício: “Erre, mas erre rápido!”

Quanto mais rápido você descobrir que algo está dando errado, maiores as chances de você tomar logo o melhor caminho e finalmente acertar.

 

Validar a sua ideia de produto e negócio vai te ajudar a ter mais segurança ao investir e, assim, reduzir os riscos do seu projeto.

 

Paula Francheschini – Espaço Sete Criativo

Empreendedora Inovadora

Redação RGE
Postado por: Redação RGE
Publicado em: 14/12/2017

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